O pioneirismo do Grupo Oswaldo Cruz na área da Química
Foto: Arquivo Oswaldo Cruz
Os professores Oswaldo Quirino, Antônio Priore e Nélson Bonetto

A importância da história está em descobrir no passado esclarecimentos para as questões do presente. Pela rica história e pioneirismo compreende–se a tradição do Grupo Oswaldo Cruz na área da Química. Tradição esta que começou a ser construída em 1956, quando o Colégio Oswaldo Cruz criou o curso Técnico de Química.

Este curso foi o primeiro de toda a América Latina. A criação ocorreu por persistência dos falecidos professores Mário Bruno Capuani e, do diretor da escola na época, Oswaldo Quirino Simões. “Eram dois homens com uma visão além do seu tempo e juntos criaram uma escola de sucesso, que forma até hoje um grande número de elementos ligados à Química”, elogia o diretor da Escola Superior de Química (ESQ), Prof. Antônio Del Priore Filho.

Mário Capuani detectou que as indústrias químicas começavam a se instalar no país, mas não existia mão–de–obra de profissionais qualificados para suprir suas necessidades. A primeira turma do curso Técnico de Química contou com cerca de 60 alunos, entretanto, com a instalação das indústrias químicas no Brasil, especialmente em São Paulo, a procura por vagas aumentou, chegando a possuir três mil matriculados. O crescimento da demanda de profissionais especializados fez com que o curso fosse responsável por 60% das matrículas de todos os cursos técnicos do país nos anos de 1962 e 1963.

Nasce a Escola Superior de Química

Oswaldo Quirino e Mário Capuani vislumbraram então a necessidade de químicos de nível superior na indústria e criaram os cursos para a graduação em Química Industrial e Engenharia Química, em 1966 e 1969, respectivamente, fundando a Escola Superior de Química (ESQ). “Quando foi criada a Escola Superior de Química, era a única de nível superior com curso noturno em São Paulo. Este fato acabou atraindo dirigentes que necessitavam da graduação para galgar postos de gerência ou direção em suas empresas”, explica o professor Antônio Priore.

O perfil de seu fundador mostrava que os cursos estariam voltados para o setor industrial. Mário Capuani, então executivo da empresa Plavinil, conseguia atrair também professores vindos da indústria para apresentar aos alunos os currículos ricos em experiências profissionais. “O Mário Capuani era uma figura fantástica, um homem tanto da indústria como da educação”, elogia Priore.

O curso de Engenharia Química possibilita que o profissional tenha todas as 16 atribuições oferecidas pelo Conselho Regional de Química (CRQ) e pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA). Estas atribuições permitem que o engenheiro químico atue na linha de produção, no laboratório e também no projeto e montagem de uma indústria química.

“O curso de Engenharia Química das Faculdades Oswaldo Cruz forma profissionais há mais de 40 anos, no entanto, possui inovações para se manter sempre atualizado com as necessidades do mercado e as exigências do Ministério da Educação”, explica a coordenadora, Profa. Leila Magalhães. “O curso preza por manter uma parcela de seus professores com atividades profissionais na indústria, trazendo vivência prática da profissão, e outra com atividades na educação e pesquisa. Esta particularidade permite ao aluno identificar suas preferências e traçar o seu objetivo no mercado de trabalho”, complementa a docente.

Surgem os cursos de Química Bacharelado e de Licenciatura

Com a criação dos cursos para químicos de nível superior, havia a necessidade de mão–de–obra especializada para atuar nos laboratórios e nas pesquisas, dando suporte aos profissionais destinados à parte industrial. Também era imprescindível a formação de professores de Química. Com isso, mostrando o crescimento da instituição de ensino, foram criados os cursos de Química Bacharelado e Licenciatura, ministrados pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL).

“Sob esta ótica, em 1969 foram instalados os cursos de Bacharelado e de Licenciatura em Química. Esta tradição nesta área do conhecimento tornou–se como um símbolo de uma instituição privada na formação de competentes dirigentes profissionais de Química”, analisa o diretor da FFCL, Prof. Nelson César Bonetto. “Enquanto que o químico industrial é direcionado para atuar nos processos Químicos, o bacharel está voltado para a parte de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e o licenciado na formação de jovens matriculados no Ensino Médio”, acrescenta.

Mário Capuani, idealizador e criador, foi o primeiro a ocupar o cargo de diretor da Escola Superior de Química. Posto que atuou ao longo de 19 anos, até 1986. Seu substituto na direção foi o professor Nelson Bonetto, com passagem marcada por transformações nos planos de ensino, sempre mantendo as características voltadas para o desenvolvimento da Química. Bonetto deixou a direção da ESQ em 1998, quando assumiu a Diretoria Acadêmica da instituição de ensino.

Victor Nehmi: docente notabilizado pela dedicação ao ensino e estudo da Química

O sucessor na diretoria da ESQ foi Victor Abou Nehmi, docente notabilizado pela história de vida dedicada ao ensino e estudo da Química. O currículo com 53 anos de magistério em colégios e universidades o motivou a produzir diversos livros didáticos, que chegaram a vender mais de dois milhões de exemplares. Nehmi foi nomeado como Educador Internacional 2005 e, no ano seguinte, recebeu a Medalha de Ouro do American Biographical Institute.

Em 2006, o professor Antônio Priore assumiu a diretoria da Escola Superior de Química, com o desafio de visualizar novas necessidades no mercado da Química. “O grande desafio de assumir a direção da ESQ foi a de manter a excelência de trabalho realizado pelos meus antecessores, e na criação de novos cursos, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção e Engenharia Civil, bem como na manutenção da alta qualidade e atualidade dos cursos existentes”, relata Priore.

Os cursos de Engenharia Ambiental, Civil e de Produção

A Química é uma ciência fundamental para formação das várias modalidades da Engenharia. O engenheiro civil, por exemplo, necessita do conhecimento da composição química do cimento e dos ativos químicos que podem ser empregados na construção civil. O cimento em contato com a armadura do concreto pode desenvolver processos de corrosão. Alguns aditivos podem conferir proteção da armadura, inibindo as reações de corrosão. Outro exemplo é a escolha de uma tinta adequada para proteção de estruturas metálicas em ambientes industriais.

Já o engenheiro de produção é o profissional que elabora e desenvolve projetos que possam aumentar a produtividade de uma fábrica, apresentando redução dos custos. Para tanto, esse profissional deve ter conhecimento da Química e dos processos químicos da indústria. Somente com esse conhecimento o profissional vai conseguir aplicar ferramentas para otimização dos processos.

“O engenheiro ambiental necessita ter um forte conhecimento em Química para poder prever o comportamento dos poluentes no meio ambiente e suas interações com as diversas matrizes ambientais” explica a coordenadora de Engenharia Ambiental, Profa. Márcia Gorny. “Este conhecimento propiciará selecionar as melhores de amostragem ambiental, tratamento e reciclagem de resíduos sólidos, emissões atmosféricas e efluentes líquidos, além de selecionar as estratégias preventivas e/ou corretivas a serem aplicadas no meio ambiente – solo, água superficial e água subterrânea – visando obter os melhores resultados considerando o custo–benefício”, complementa.

  Publicado em: 17/10/2016  por: Egidio Oliveira  
Comentário *  caracteres
Atenção: No final do comentário coloque seu nome e e-mail.


Digite o número acima

      

Unidade Barra Funda

Rua Brigadeiro Galvão, nº 540 - Barra Funda
São Paulo - SP - CEP 01151-000
Próximo ao Metrô Marechal Deodoro
Tel.: (11) 3824-3660 - Fax.: (11) 3824-3660


Unidade Angélica

Avenida Angélica, nº 352 - Santa Cecília
São Paulo - SP - CEP 01228-000
Próximo ao Metrô Marechal Deodoro e
Santa Cecília - Tel.: (11) 3825-8344

Redes Sociais

Selos Institucionais

Selo IES Socialmente Responsável Conselho Regional de Química