A instituição iniciou sua trajetória histórica em 1914. Em 1954, foi assumida pelo
Prof. Oswaldo Quirino Simões, na época o Colégio funcionava na rua Santa Isabel
nº 41 e mantinha os cursos primário, ginasial e colegial.
Em 1956, foi fundada a Escola Técnica Oswaldo Cruz como um dos primeiros cursos
técnicos de Química Industrial do América do Sul. Esse curso alcançou tal sucesso
que, entre 1962 e 1963, era responsável por 60% das matrículas de todos os cursos
técnicos do país.
Com a criação de novos cursos e para atender o conseqüente aumento do número de
alunos foi construído o prédio na Avenida Angélica nº 352, com sete andares onde
ainda hoje funcionam os Colégios Integrados Oswaldo Cruz-Pais Leme.
Em 1965, inaugura-se nova unidade na Rua Brigadeiro Galvão nº 540, Barra Funda,
para abrigar as Faculdades Oswaldo Cruz. Ali foi, também, criada “Escola Experimental
Professora Rosa Quirino Simões”, de ensino fundamental. O nome é uma homenagem à
mãe do Professor Oswaldo Quirino Simões e hoje a Professora Rosa Quirino dá nome
ao laboratório do curso de Pedagogia, a Brinquedoteca.
Foi também nos anos 60 que se instalaram na unidade da Avenida Angélica, os cursos
de Eletrônica, Metalurgia e Administração, acrescidos, mais tarde, de Processamento
de Dados.
Em 1968, o Colégio Pais Leme, foi assumido pela Instituição, unindo-se ao tradicional
Colégio Oswaldo Cruz dando origem aos Colégios Integrados Oswaldo Cruz-Pais Leme.
Em 1991, assume a Direção Geral do complexo educacional o Sr. Carlos Eduardo Quirino
Simões de Amorim, neto do fundador, que, com o mesmo espírito empreendedor, prossegue
modernizando e ampliando a Instituição.
Hoje, em seis unidades instaladas em cinqüenta mil metros quadrados, o complexo
abriga mais de oito mil alunos.
Na unidade da Avenida Angélica é oferecido ensino médio articulado à educação profissional
no período matutino. No período noturno, são oferecidos cursos técnicos modulados
em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Esse percurso de históricos oitenta e oito anos de tradição na educação brasileira,
comprova a seriedade, a integridade e o compromisso com a educação que caracterizam
nossa Instituição.
INFRA-ESTRUTURA
O Oswaldo Cruz está sempre investindo na atualização dos equipamentos e das pessoas
envolvidas na formação de seus alunos.
No mundo de hoje, se você quer ser melhor, você tem que investir mais.
É por isso que no Oswaldo Cruz não faltam laboratórios (são nada menos que 30 entre
laboratórios de biológicas, exatas, informática e línguas), computadores (220 só
para uso dos alunos), bibliotecas (com 40 mil volumes, acesso à Internet e sistema
de consultas on-line ao Banco de Dados Bibliográficos da Universidade de São Paulo,
Unicamp e Unesp.) centros audiovisuais (incluindo um estúdio completo de rádio e
outro de TV), auditórios, áreas de entretenimento com centros de convivência e tudo
o mais que é necessário para desenvolver nos alunos o espírito empreendedor, a criatividade
e a visão realista.
QUEM FOI OSWALDO CRUZ
Nascido em 5 de agosto de 1872, na cidade de São Luís do Paraitinga (São Paulo),
formou-se em Medicina pela Faculdade Nacional do Rio de Janeiro, em 1892. Em 1896,
foi para a França, onde realizou cursos de aperfeiçoamento no Instituto Pasteur
de Paris, tornando-se amigo de Roux e Metchnikoff. Trabalhou também no laboratório
de Toxicologia. Em 1900, foi indicado para dirigir o Instituto Serum-therápico Federal
(que, em 1907, passou a ser denominado Instituto Oswaldo Cruz), instalado numa fazenda
em Manguinhos e onde seriam preparados soros e vacinas contra a peste bubônica.
O Instituto Oswaldo Cruz, bem como o Instituto Butantan em São Paulo, tornaram-se
centros de desenvolvimento e difusão da medicina experimental no Brasil, no início
deste século.
Em 1903, no governo do Presidente Rodrigues Alves, foi indicado para assumir a direção
do Serviço de Saúde. Na época, o Rio de Janeiro enfrentava uma séria epidemia de
febre amarela, de graves conseqüências sociais. Oswaldo Cruz elaborou, e pôs em
execução, rigoroso plano de reforma sanitária, visando debelar a doença. Recebeu
apoio integral do governo e, apesar da oposição de setores da população, conseguiu
erradicar a doença.
O Instituto em Manguinhos, sob a competente direção desse cientista, atuou como
verdadeiro centro de formação de pesquisadores de alto nível. Atuaram, no Instituto
Oswaldo Cruz, cientistas como Rocha Lima, Carlos Chagas, Gaspar Viana, Artur Neiva,
Adolfo Lutz e inúmeros outros que contribuíram para o desenvolvimento de importantes
pesquisas na área da Medicina Experimental. O último cargo público exercido por
Oswaldo Cruz foi o de prefeito de Petrópolis, cidade onde veio a falecer em 11 de
fevereiro de 1917.