Prêmio “VEJA–se”
Foto: Arquivo pessoal
A engenheira Juliana Maia é finalista do Prêmio “VEJA-se”

A engenheira ambiental formada em 2011 pelas Faculdades Oswaldo Cruz, Juliana Souza Maia, foi escolhida como finalista do “Prêmio VEJA–se”, na categoria Inovação. A ex–aluna fundou na cidade de Olinda, em Pernambuco, a empresa Nova Brasil Ambiental, em que recicla vidro laminado, trazendo a mistura de plástico e vidraça.

Participe da votação do Prêmio “VEJA–SE” na categoria inovação
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A participação de Juliana no “Prêmio VEJA–se” ocorreu após seu trabalho empreendedor ganhar destaque na imprensa. A engenheira ambiental foi convidada em 2017 para uma matéria no Projeto Draft. Com a visibilidade da publicação, a revista do Grupo Abril fez o convite para participar da seleção. Na categoria inovação, o trabalho da ex–aluna da Oswaldo Cruz foi selecionado para a final dentre 10 participantes.

“Tudo isso está sendo muito importante para nós. Em meio a todas as dificuldades, quando paramos para ver e repassar tudo que passamos até hoje, está sendo bom para dizer ‘olha, é difícil, requer paciência, mas vocês estão no caminho certo’. Somos uma empresa pequena, com cinco colaboradores contando comigo, mas todos se sentem parte do negócio e a sinergia é incrível”, descreve Juliana.

A atuação na Essencis e a mudança para Pernambuco

A mudança de São Paulo para o empreendedorismo em Pernambuco possui influências da empresa em que iniciou sua carreia. Juliana atuou como assistente comercial na Essencis, maior empresa de coleta de resíduos industriais de São Paulo, no período de setembro 2008 até junho 2013.

Suas atribuições contemplavam o recebimento de amostras e a preparação de documentações para órgãos ambientais. Como consultora júnior e em seguida pleno, atendia a Região Oeste de São Paulo gerenciava uma carteira de clientes que faturava mensalmente, em média, R$ 2milhões com destinação de resíduos. Juliana realizava visitas aos clientes para entender qual era a melhor tecnologia de destinação para o resíduo e ministrava palestras em Semanas do Meio–Ambiente.

“Eu ainda trabalhava na Essencis quando visitei um cliente em São Paulo que fazia a reciclagem de parabrisas e achei que aquilo era um bom negócio. Eu nunca pensei em ter um negócio próprio, sempre gostei das minhas férias e do 13° salário. Mas por intuição iniciei o estudo de viabilidade para reciclagem de vidros para–brisas/laminados. Comecei pelas regiões Sul e Sudeste e entendi que já existem empresas que fazem isso lá, e vi que o norte e nordeste não tinham nenhuma empresa que fizesse o gerenciamento dessa sucata”

“Eu vim de um lar de muito amor e pais nordestinos, sempre fui apaixonada pelo Nordeste e sua beleza natural, amo trabalhar com o lixo, então vi uma oportunidade de unir tudo”

Quando Juliana visitou o estado de Pernambuco pela primeira vez, marcou algumas reuniões que pudesse proporcionar um panorama do Estado para tratativas nas questões ambientais, como clientes, órgãos ambientais e bancos para financiamento. O período era marcado por investimentos na região, como o Porto de Suape, o terceiro maior porto público do Brasil, o que proporcionava a instalação de uma série de indústrias multinacionais.

“As questões de gerenciamento de resíduos existiam, mas era algo novo. Reciclagem então era bem simples mesmo. Em meio a todas as dificuldades, principalmente a consciência ambiental de reciclar de olhar o resíduo como lixo, que possuía valor energético e monetário, era algo quase zero. Não vi um problema nisso. Eu vi muito como o mercado ainda tende a crescer, como tem espaço ainda para se trabalhar. Eu vim de um lar de muito amor e pais nordestinos, sempre fui apaixonada pelo Nordeste e sua beleza natural, amo trabalhar com o lixo, então vi uma oportunidade de unir tudo”, destaca a engenheira ambiental.

Juliana criou então uma máquina de reciclagem de vidro laminado e fundou a empresa Nova Brasil Ambiental. “Iniciamos com 5ton por mês de vidros beneficiados em 2014. Com o tempo vi que poderíamos trabalhar com outros tipos de vidros, como garrafas e espelhos. A garrafa ainda é um grande problema para o Estado, pois os catadores, que eu chamo de agentes ambientais, preferem pegar sucatas mais leves como latinha, plástico e papelão”.

“Aterramos diariamente dinheiro!”

A engenheira ambiental formada pela Oswaldo Cru fez o trabalho de estudo de viabilidade e foi visitar bares e restaurantes no sitio histórico de Olinda. “Alguns bares e restaurantes eu já frequentava, e informei que queria fazer um teste, algo piloto, de coletar as garrafas. Eles toparam na hora, então coloquei um engate no meu carro, um Uno, e uma vez por semana passava eu e mais um funcionário coletando as garrafas”.

Depois de um ano, o volume de demanda aumentou e passou a alugar um caminhão para o frete. “Hoje nós somos especialistas em beneficiar vidros para–brisas/laminados e também garrafas. Hoje produzimos em média 200ton/mês. Em novembro 2018 batemos nosso recorde de 240ton de resíduos que antes ia para aterros e lixões. Aterramos diariamente dinheiro!”

  Publicado em: 10/12/2018  por: Egidio Oliveira  
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