Palestra no GFin 2018
Foto: Egidio Oliveira
O Diretor Geral do Grupo Oswaldo Cruz, Prof. Carlos Eduardo Quirino

O Diretor Geral do Grupo Oswaldo Cruz, Professor Carlos Eduardo Quirino ministrou na última sexta–feira, dia 18 de maio, uma palestra intitulada “Ações disruptivas contra a inadimplência” no X Fórum Nacional de Gestão Financeira de Instituições de Ensino (GFin 2018). O evento realizado pela Humus, no Novotel Jaraguá, em São Paulo, teve por objetivo auxiliar os gestores de instituições de ensino a aperfeiçoar sua visão e planejamento por meio de inovações que contribuem ativamente para o sucesso da área.

O X Fórum Nacional de Gestão Financeira de Instituições de Ensino se destina a profissionais de instituições de ensino que atuam nas áreas: financeira, custos, controladoria, contabilidade e comercial. Além de gestores envolvidos nos processos decisórios, nas negociações, no gerenciamento e controle das operações.

“Nós temos aqui profissionais do ensino básico e do ensino superior. Nós temos cenários diferentes, mas com sintomas muito parecidos. Todos nós enfrentamos concorrências muito parecidas. Quando digo concorrências, refiro–me a concorrência econômica. Concorrências de interesse”, destacou o Diretor Geral do Grupo Oswaldo Cruz.

Inovação Disruptiva

O início da palestra contou com a explicação do tema central da atividade. O conceito criado em 1995 por Cleyton M. Christensen, docente de Harvard, aponta que a inovação disruptiva ocorre quando um produto ou serviço é capaz de atender um público que antes não tinha acesso ao mercado e, ao mesmo tempo, consegue manter o público já existente.

Em seguida, a apresentação trouxe os números no Brasil de 2015 sobre o ensino básico, em levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de dados coletados no Censo Escolar, denominada de Sinopse Estatística da Educação Básica 2017. A pesquisa divulgada em fevereiro desse ano aponta que 20% dos alunos no ensino básico na Região Sudeste estão em escolas privadas, expondo um mercado de consumidores.

“Eu não tenho a menor dúvida de que boa parte desses 80% que estudam em escolas públicas gostaria de estar na instituição privada. Junto com a proposta de disrupção na administração de cobranças, com a proposta de ações disruptivas para diminuir a inadimplência, também está embutido um desafio de como atingir com esse mercado. Seria interessante encontrar soluções para atender pelo menos parte desses 80% que está fora do sistema”, analisou o Professor Carlos Eduardo Quirino.

Cenário da inadimplência no país

A palestra trouxe ainda dados recentes da inadimplência no país, no período de outubro de 2016 ao mesmo mês do ano seguinte, extraídos pelo Serasa Experian. O levantamento aponta que aproximadamente 60 milhões de brasileiros estavam inadimplentes até outubro de 2017.

“A população economicamente ativa no Brasil calcula–se em torno de 120 milhões. Ou seja, metade dos brasileiros possui alguma inadimplência”, analisou o Diretor Geral. “O brasileiro é uma pessoa honesta. É um trabalhador honesto. A pior coisa para um pai de família é ficar devendo na escola do filho”, ressaltou.

“Nenhuma outra prestação de serviços gera um nível de intimidade e de confiança do que a Educação”

Com a exposição do cenário da inadimplência, a palestra contou em seguida com a apresentação de formas de conseguir a fidelização. De acordo com Serasa Experian, as principais ações para obter a fidelidade são oferecer descontos e promoções, abordar sobre produtos e serviços complementares, implementar sugestões e personalizar a comunicação.

Já para a organização de apoio ao empreendedorismo Endeavor, a atuação para a fidelização deve conter o constante monitoramento, direcionar o foco para o cliente correto e atendê–lo como gostaria de ser atendido. “Nenhuma outra prestação de serviços gera um nível de intimidade e de confiança do que a Educação. É necessário conhecer melhor seu cliente. Por isso, é imprescindível que as escolas criem políticas de relacionamentos”.

Em seguida, o evento contou com a apresentação da migração dos meios de pagamentos no Brasil. Foram apresentados os dados do Relatório Anual do Banco Central do Brasil apontando que em 2017 o país contou com 59,6 bilhões de transações. As operações foram divididas em 33% via internet, 28% via mobile e 13% presencial. “É uma realidade que as escolas precisam se convencer que o instrumento mais utilizado no Brasil para pagamentos é o cartão”, apontou o Diretor Geral.

No final da atividade, o Professor Carlos Eduardo Quirino apresentou cinco sugestões para reflexão:
– Conheça melhor o seu cliente.
– Ofereça alternativas de reparcelamento antecipado.
– Crie um sistema de pontuação para distinguir seus clientes.
– Quando a inadimplência for uma realidade, a encare como uma oportunidade de surpreender e fidelizar seus clientes.
– Ofereça alternativas de negociação de débitos em ambiente virtual e moderno e, principalmente, não trate a cobrança como um ato punitivo.





  Publicado em: 22/05/2018  por: Egidio Oliveira  
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