AMEO ministra palestra na Oswaldo Cruz sobre Doação de Medula Óssea
Foto: AMEO
AMEO ministra palestra na Oswaldo Cruz

O Grupo Oswaldo Cruz recebeu no dia 29 de março uma palestra sobre Doação Voluntária de Medula Óssea, ministrada pela Associação da Medula Óssea do Estado de São Paulo (AMEO), através do voluntário Reinaldo Gomes. O evento organizado pela diretora da Faculdade de Tecnologia Oswaldo Cruz (FATEC), Prof. Maria Angélica Barone, ocorreu no Auditório Professor Hirondel Simões Luders e foi voltado para os alunos de Alimentos Industrializados, Cosméticos, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão Ambiental, Polímeros, Administração, Contabilidade e Economia.

O objetivo principal da palestra é a conscientização e orientação. É muito importante que cada cidadão que deseja se cadastrar no Banco Nacional de Medula Óssea (REDOME) tenha consciência de como é uma doação, para que em uma eventual compatibilidade o mesmo não rejeite a doação. O número de doadores compatíveis encontrados que rejeitam a doação por falta de informação é muito grande, ou seja, cada doador encontrado que nega a doação possivelmente será um paciente que perdemos”, destaca o voluntário da AMEO, Reinaldo Gomes.

O palestrante iniciou a palestra perguntando se o público presente sabia como é realizada a doação de uma medula óssea. “Tudo que ouviram não existe. É um mito. Vocês não são exceções, mas a regra. Em sete anos que faço palestra, ninguém me disse corretamente como é feita a doação de medula óssea”, explicou Reinaldo.

A medula óssea é um tecido localizado na parte interna dos ossos, conhecido popularmente como “tutano”, onde se dá origem aos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. “Vamos separar a medula óssea da medula espinhal. Não existe tirar o líquido da espinha. Se tirar o líquido da espinha fica paraplégico”, enfatizou o representante da AMEO.

Quem necessita de um transplante?

Reinaldo explicou que a necessidade do transplante de medula óssea ocorre em pessoas que têm doenças que comprometem a produção de sangue pela medula, como leucemias, linfomas, aplasia de medula óssea ou crianças com algumas doenças genéticas. “Hoje são mais de 60 tipos de doenças que necessitam do transplante de medula óssea”, apontou o palestrante.

As chances de encontrar um doador compatível são de 1 a cada 100.000 cadastrados. A dificuldade de encontrar o doador ocorre em virtude da miscigenação, o preconceito por confundir medula óssea e medula espinhal, além da falta de informação já que Poucos sabem que não existe cirurgia para essa doação. “Não existe corte no doador. Não existe cirurgia. Tudo é feito de punção, através de agulha”, explicou Reinaldo.

Para se cadastrarem, os doadores devem dirigem–se ao Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo portando RG e CPF, ter entre 18 e 54 anos, estar em bom estado de saúde, preencher uma ficha cadastral e coletar exame de sangue (10ml) para o teste de compatibilidade. Somente pessoas que já realizaram algum tratamento Quimioterápico, que tem HIV ou já teve Hepatite C não podem ser doadores.

Como a medula é removida?

Reinaldo explicou também que a medula é removida através de punção direta da Medula Óssea. É realizada com agulha, na região da nádega, de onde se retira uma quantidade de medula equivalente a uma bolsa de sangue. O palestrante apontou que procedimento dura 40 minutos e é feito com anestesia.

“O doador fica em observação por um dia e pode retornar para casa no dia seguinte. Após esse processo, o doador tem a sensação de que recebeu uma injeção oleosa, porém não ficam cicatrizes, apenas mínimas marcas de alguns furos de agulha”, relatou.

Outra forma de coleta apresentada no evento foi pela veia, realizada pela máquina de aférese. “É a mesma máquina que faz hemodiálise e doação de plaquetas”, comparou o representante da AMEO. O doador recebe um medicamento por cinco dias que estimula a proliferação das células–mãe.

“As células–mãe migram da medula para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média quatro horas, até que se obtenha o número adequado de células. O efeito colateral do medicamento apenas provoca dores no corpo, como as de uma gripe”, explicou Reinaldo Gomes.

A AMEO

A Associação da Medula Óssea do Estado de São Paulo (AMEO) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, formada por profissionais da área da saúde, voluntários e cuidadores. Esta associação realiza o cadastro de doadores de medula óssea no Hemocentro da Santa Casa de São Paulo e através de campanhas externas.

Além disso, a AMEO mantém uma Casa de Apoio que oferece acolhimento aos pacientes antes e depois do transplante. Desde 2010, a AMEO mantém o local majoritariamente através de doações, que dispõe de 10 vagas de hospedagem, sendo cinco para pacientes e outras cinco para acompanhantes.

A associação atende também a 60 famílias da Grande São Paulo, que utilizam o serviço de Casa de Passagem, aonde recebem acolhimento durante o dia de consultas, cestas básicas, caixas de leite e kits de higiene. Esta casa fica localizada na Rua Dr. Vila Nova, 36 – Vila Buarque.





Serviço:
Associação da Medula Óssea do Estado de São Paulo (AMEO)
Endereço: Rua Dona Veridiana, 410 sala 32– Vila Buarque – São Paulo
Telefone: 3333–4424.
Site: www.ameo.org.br

  Publicado em: 31/05/2017  por: Egidio Oliveira  
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