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Pós–Graduação lança o curso de extensão em Mudança Climática e Gestão de Carbono

Professora Mara Regina Mendes
O centro de Pós–Graduação das Faculdades Oswaldo Cruz, atento às necessidades do mercado, cria o Curso de Extensão Universitária de Mudança Climática e Gestão de Carbono com o objetivo de atender uma necessidade crescente na economia e na sociedade como um todo. Visa compreender os fenômenos das mudanças climáticas, entender seus impactos e desenvolver competências necessárias à mitigação de gases do efeito estufa, além de entender os princípios que regem a gestão e o mercado de carbono, que serão algumas das expertises que os estudantes interessados poderão adquirir ao longo das aulas.

A mudança do clima é um assunto que já há algum tempo vem sendo tratado com bastante cuidado, pois pode acarretar consequências indesejáveis principalmente para a agricultura, fato que impactaria de imediato as camadas mais pobres da população mundial. O aquecimento global causado pela emissão descontrolada de gases de efeito estufa (GEEs), é um dos maiores vilões nessa questão.

Segundo dados do Instituto CarbonoBrasil de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, uma entidade civil, sem fins lucrativos, estima–se que os seres humanos lançam mais de 35,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano na atmosfera, o principal gás causador do aquecimento global. Para diminuir estes números, foram criados projetos de redução de emissões desses gases.

Protocolo de Quioto: Início das atividades

O início das iniciativas para a criação destes projetos se deu após o Protocolo de Quioto, em 1988, em Toronto, Canadá, na Conference on the Changing Atmosphere, na Suécia no ano de 1990 (IPCC’s First Assessment Report em Sundsvall) e deram origem a Convenção–Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CQNUMC) ocorrida na ECO–92, no Rio de Janeiro em junho de 1992. As resoluções oriundas de cada encontro foram então discutidas e negociadas em Quioto no Japão no ano de 1997.

Desde então se propôs um acordo pelo qual os países–membros da ONU concordaram com a obrigação de reduzir a emissão de GEEs, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990, e como forma de incentivar essa prática, “se propôs métodos financeiros para a diminuição dos gases, conhecidos como mecanismos de flexibilização, que envolvem a comercialização doméstica de créditos de carbono e os projetos de implementação conjunta (IC) e mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL). Créditos de carbono gerados por projetos IC e MDL são comercializados internacionalmente.

“No curso serão abordadas muitas informações sobre crédito de carbono, como ele é gerado e comercializado, e a que preço”, aponta a professora Mara Regina Mendes, mentora do curso, uma das maiores especialista do país nessa área.

Ainda segundo a professora Mara, que possui mais de 12 anos de experiência em mudanças climáticas desde o momento em que ingressou no doutorado em Engenharia Ambiental Urbana pela Universidade de Tóquio, “esse cálculo primeiro precisa ser validado por auditoria independente e então aprovado pelo comitê executivo de MDL da CQNUMC, e é um processo bastante burocrático composto por várias etapas, e uma série de regras bastante restritas. Para que um novo projeto seja aprovado primeiramente precisa ser autorizado pelo Brasil (ou o país de origem), por uma auditoria independente e pela CQNUMC”.

Cumprimento de metas de redução das emissões de gases do efeito estufa

Somente nestes termos os projetos podem gerar créditos de carbono e serem utilizados por países desenvolvidos integrantes do Anexo 1 do Protocolo de Quioto para alcançar suas metas de redução das emissões de GEEs. O mercado de carbono também existe fora do contexto de Quioto, com vários programas voluntários de redução das emissões. O mercado voluntário abre as portas para a inovação, já que não tem muitas regras pré–estabelecidas como no Protocolo de Quioto, e para projetos de menor escala que seriam inviáveis sob Quioto.

Também estão surgindo novos mercados regulados, como o da Califórnia. Há também estudos financiados pelo Banco Mundial no programa Partnership for Market Readiness para auxiliar na implementação de mecanismos de mercado para redução de GEE em países como Brasil, China, Índia, México, África do Sul, Chile entre outros. Estes estudos devem indicar a maneira de se implementar mercados domésticos nestes países. Na Rio+20, o governo fluminense deve anunciar a criação do primeiro mercado compulsório brasileiro, envolvendo os setores de refino de óleo e gás, siderurgia, cimento, cerâmica, entre outros.

As negociações de créditos de carbono são feitas pelas regras comuns de mercado, podendo inclusive ser efetuadas em bolsas de valores, através de intermediários ou diretamente entre as partes interessadas. “O objetivo inicial era fazer com que empresas e países que não poderiam ter acesso a certos tipos de tecnologia limpas, pudessem adquiri–las através da venda de créditos de carbono. Na prática, a transferência tecnológica foi pequena e parte considerável do lucro ficou com especuladores. Com a crise financeira internacional, o mercado mudou e não há mais espaço para especulação como se via antes. Vale também ressaltar que como um crédito de carbono é uma autorização para continuar emitindo GEE em outro local, há muitos cuidados para evitar que se emitam mais créditos do que o adequado”, explicou a professora Mara.

Esse mercado já está movimentando a economia de vários países, como o Brasil, que já foi o primeiro lugar no ranking dos principais produtores de projetos MDL, mas acabou perdendo o lugar para a China e a Índia, que em conjunto com a Austrália, Coréia do Sul e Japão produzem quase metade dos gases causadores do aquecimento global. Segundo especialistas, o potencial brasileiro é muito grande, existindo uma grande expectativa nesse novo mercado, que segundo analistas da Bloomberg New Energy Finance, prevê–se que a movimentação do mercado de carbono global deverá girar em torno de 85 bilhões em 2012.

Em busca de novas especializações

A professora Mara, que até recentemente prestava consultoria exclusiva a uma multinacional japonesa, desde o mês de abril passou a prestar consultoria para a CQNUMC, após treinamento na sede da CQNUMC, localizada na cidade de Bonn, Alemanha.

Segundo a professora esses treinamento são necessários, pois as regras mudam muito rapidamente e a cada dois meses é realizada uma reunião, onde invariavelmente aparece uma regra nova. “Existe sempre um aperfeiçoamento para evitar fraudes, uma vez que a emissão de gás nem sempre é palpável, assim é necessário criar regras que sejam as mais conservadoras possíveis, como forma de evitar que aconteça aquilo que mais se critica que é o comércio de poluição”, ponderou Mara.

Público Alvo:

O curso apresenta como público alvo, profissionais com curso superior que atuam ou que pretendam atuar na área de sustentabilidade ambiental e mudanças climáticas. Oficiais de governo municipais, estaduais e federais, gestores ambientais, gerentes de corporações e de concessionárias de serviços de energia, consultores ambientais, gestores de organizações não governamentais.

Para mais informações acesse o link:

http://www.oswaldocruz.br/pos/cursos/curso.asp?id_curso=409.
  Publicado em: 29/05/2012  por: Ricardo Mirão  
Comentários
em: 03/05/2014 15:26:28
1) Hi Mara
Iam Naser Hajmohammadi
Ivisit you in Kitakyushu Japan 2005
Now I Graduate in University of Tehran Environment Planning PhD
Please Visit your Notebook
Thank You
Email: n.hajmohammadi@ut.ac.ir
 
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