O Núcleo de Pós–Graduação das Faculdades Oswaldo Cruz inova mais uma vez ao lançar o curso de Pós–Graduação em Pesquisa Clínica com o objetivo de fornecer aos profissionais de nível superior que já exercem ou pretendem ingressar nessa área, novas possibilidades de aprimorar suas habilidades em gestão de projetos de pesquisa tanto na indústria, como em hospitais e centros de pesquisa.
A Pesquisa Clínica é um dos setores da medicina que conta com a participação de uma série de profissionais da saúde, essa característica se deve a própria natureza da profissão, encarregada dos estudos de determinados medicamento para avaliar seu efeito em seres humanos, com o intuito de verificar qual deve ser a dose máxima tolerada do medicamento, dose mínima eficaz, metabolização e excreção, efeitos colaterais, comparar o efeito de diferentes medicamentos e outros. Sem o aval do profissinal de Pesquisa Clínica que atua em parceria com a Vigilância Sanitária, nenhum medicamento poderá ser disponibilizado no mercado.
“Essa é uma área excessivamente padronizada, o profissional precisa ser qualificado, ele não tem como aprender no dia–a–dia da profissão, ou ele sabe de antemão ou não saberá desempenhar as funções na prática. Ele precisa ter um treinamento inicial em práticas clínicas”, explica a Profa. Msc. Eleuza Cerbara, biomédica com mestrado em Doenças Infecciosas pela INIFESP, com experiência de mais de uma década na área, e que também exerce o cargo de Gerente de Estudos Clínicos da Sanofi do Brasil, empresa tida como a farmacêutica mais admirada no Brasil, em 2011, pela revista Carta Capital.
“Ainda não existe essa cadeira, nos currículos dos cursos de graduação”
O curso é tido como vital para quem almeja ingressar em Pesquisa Clínica, porque “hoje ainda não existe essa cadeira, nos currículos dos cursos de graduação, então o profissional da área da saúde para poder atuar nessa área, precisa ter experiência de campo o que é muito difícil, ou seja, sem uma experiência prévia ele não ingressa, ou ele precisa procurar uma especialização em pós–graduação”, apontou Eleuza.
“O curso de Pesquisa Clínica que é voltado à área da saúde, mas com grande abrangência multidisciplinar que pode ser estendida a enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos, fisioterapeutas e nutricionistas. A atuação do profissional da Pesquisa Clínica pode ser desempenhada em centros de pesquisa privados ou universidade sempre dentro do âmbito farmacêutico, da indústria farmacêutica”.
Segundo a professora Eleuza, a abrangência do curso é muito grande, tem como público alvo enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos, fisioterapeutas e nutricionistas, mas como forma de ilustrar uma das carreiras, a de farmacêutico, ela explica que “é fundamental que exista a figura do farmacêutico no centro de pesquisa, seja em âmbito privado ou realizado em instituição públicas, porque ele é o responsável pela dispensação da medicação. Hoje o Conselho Federal de Farmácia determinou por meio de uma resolução (509 do ano de 2009) a obrigatoriedade da existência de um profissional farmacêutico no centro de pesquisa”.
Profissão ainda recente no Brasil
A Pesquisa Clínica é muito nova em nosso país. Efetivamente só começou no ano de 1996, por meio da resolução 196/96, que, por sua vez, foi focada nas normativas internacionais, e estabeleceu as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa em seres humanos. Essa resolução já incorporava os quatro referenciais básicos da bioética: autonomia, Maleficência, beneficência e justiça, e estabelece a criação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).
A média salarial empregada no setor é um grande atrativo, o piso é estabelecido segundo alguns critérios e parâmetros divulgados por profissionais que já atuam na área e também por dados internacionais. Tais parâmetros são fixados de acordo com uma pontuação baseada numa escala que leva em conta valores fixados em 1, 5, e 10 pontos, de acordo com a exigência e expertise apresentada em relação às atividades.
O valor “1” equivale a um conhecimento que existe, mas não importante para o desempenho das tarefas. Um conhecimento importante, mas não fundamental equivale a “5” pontos. A pontuação mais alta, “10”, é atribuída ao conhecimento considerado importante para o desempenho da função. Em valores reais equivale dizer que profissionais que dominar somente conhecimentos mais básicos, ganham em torno de R$ 2.000,00 já quem tem conhecimento intermediário, ganha cerca de R$ 5.000,00, e acima disso mais R$ 7.000,000 mensais progressivamente.
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